IGN · 20/10/2026 17:19

PlayStation 6 provavelmente terá a própria versão da Sony de geração de quadros, segundo patente mais recente

A geração de quadros já é uma tecnologia consolidada em jogos. Já sabíamos que a Sony estava analisando essa tecnologia para o PlayStation 6, mas a empresa registrou uma nova patente que oferece uma visão mais clara de como ela funcionará. A patente, intitulada "Generation Super Sampling" (US-20260320740-A1)", descreve um método de geração de quadros bastante convencional, no qual o modelo utiliza informações de um quadro renderizado de forma tradicional para gerar um quadro interpolado.

O grande diferencial reside na forma como o modelo prevê as alterações entre os quadros. A geração de quadros do DLSS funciona a partir de quadros renderizados, extraindo informações de vetores de movimento da engine do jogo. O modelo proposto para o PlayStation também incorpora dados provenientes do controle, permitindo prever com maior precisão os movimentos do jogador de um quadro para outro.

O objetivo, segundo a documentação da patente, é minimizar a latência ou as pequenas interrupções ("travadinhas") na transição entre os quadros. A patente também abre margem para a geração de múltiplos quadros, recurso que foi introduzido nos PCs com a RTX 5090, lá em 2025. Segundo as observações da patente: "Em algumas implementações, as previsões não se limitam apenas à imagem imediatamente seguinte no fluxo de imagens.

O sistema decodificador pode ser treinado para prever qualquer quantidade de quadros, anteriores ou posteriores à imagem de entrada". É difícil entender, no entanto, por que um console — que, presumivelmente, estaria conectado a uma TV — precisaria gerar múltiplos quadros. Nos PCs, a geração de múltiplos quadros só é realmente útil quando se utiliza um monitor gamer com taxa de atualização muito elevada, de 144 Hz ou mais.

Mesmo as TVs que suportam taxas de atualização altas ficam limitadas a 120 Hz, o que reduz bastante a necessidade desse recurso. Ainda assim, ter essa opção disponível não seria nada mal. A única preocupação quanto à implementação da geração de quadros em consoles é se os usuários terão a liberdade de ativar ou desativar o recurso conforme desejarem.

O cenário que mais me preocupa — um verdadeiro pesadelo — é o de desenvolvedores usarem isso como uma "muleta", forçando a ativação do recurso para atingir 30 ou 60 fps em jogos que, sem ele, rodariam a apenas 15–20 fps. Uma solução desse tipo introduziria uma latência considerável e artefatos visuais; por outro lado, é possível que a integração dos comandos do usuário ao processo de geração de quad

Fonte: IGN. Conteúdo indexado automaticamente; os direitos pertencem ao site de origem.

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