IGN · 20/10/2026 14:52

Final Fantasy Resonance é simples e mágico na dose certa | Review

Dos celulares para os consoles, a Square Enix decidiu adaptar a aventura de Final Fantasy Brave Exvius para os videogames e PC com o nome de Final Fantasy Resonance. Desta vez, o game conta com gráficos HD-2D — estilo que sempre reproduz mapas e cenários belíssimos —, gameplay modelada para os consoles, remoção completa dos sistemas de gacha e todas as transações pagas e, mais, o game cumpre a missão de trazer essa narrativa para um novo público, mas passa bem longe de ser um título essencial da franquia. Final Fantasy Resonance me prendeu com seu sistema de batalhas de turno muito dinâmico e clássico, que conta com barra de atordoamento, e me encantou com os visuais HD-2D, um dos meus estilos gráficos favoritos atualmente, mas em nenhum momento me cativou com sua narrativa, muito por conta de seu protagonista Rain.

Rain é um protagonista chato, o clássico mocinho de anime cuja camada mais profunda da sua personalidade é ser um herói benevolente que quer derrotar o mal. Lasswell, o segundo protagonista, é mais centrado e serve como contraparte para Rain, quase um Naruto e Sasuke, só que com tramas bem diferentes. Infelizmente, Resonance ainda é muito simples no quesito narrativa.

Mesmo que resgate elementos clássicos das tramas de diversos games da franquia, seja a tecnologia Magitek, a trama dos cristais, ou apenas pela aparição de protagonistas icônicos da série como Cloud e Squall, são referências que acalentam o coração dos fãs, mas que não sustentam um enredo simples demais. A magia de Final Fantasy reside e banha o game em diversas situações e em algumas reviravoltas interessantes que, infelizmente, ainda caem nos clichês clássicos de um JRPG. Ainda assim, com exceção de Rain, o grupo de personagens sustenta as mais de 30 horas de gameplay.

O verdadeiro encanto de Final Fantasy Resonance reside dentro da sua jogabilidade por turnos. As lutas são rápidas, dinâmicas, exigem estratégia e, com a mecânica de Visions, ganham um fator diversão que me agradou bastante. Mencionei anteriormente a aparição de protagonistas clássicos, e é no sistema de Visions que eles se destacam.

Tudo isso se baseia na evocação de ecos do “passado” na forma de personagens icônicos da franquia; por exemplo, um dos primeiros que você adquire no jogo é o Warrior of Light de Final Fantasy 1. Ao equipar um desses personagens na party, é possível adquirir algumas habilidades especiais atreladas a essas figuras e até mesmo realizar um ataque especial acompanhado de uma animação que p

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