GamesTudo · 03/11/2026 08:40
Dinossauro achado no Brasil pode ter preservado sangue por 115 milhoes de anos
Um dinossauro que viveu no Brasil há aproximadamente 115 milhoes de anos pode ter preservado vestígios de sangue dentro dos próprios ossos. Cientistas identificaram estruturas semelhantes a glóbulos vermelhos e sinais químicos associados à hemoglobina em um fóssil achado no Ceará. A descoberta abre novas possibilidades pra entender a biologia dos animais pré-históricos.
O fóssil pertence ao Aratasaurus museunacionali, um dinossauro carnívoro que viveu ao longo do intervalo Cretáceo. O estudo foi publicado online em 2 de novembro de 2026 na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS) e reúne pesquisadores de instituições brasileiras e internacionais. Apesar da descoberta, isso nao significa que os cientistas acharam sangue líquido, células vivas ou DNA preservado.
Os resultados envolvem estruturas mineralizadas e vestígios moleculares, cuja interpretacao ainda é debatida. O que os cientistas acharam no dinossauro de 115 milhoes de anos? Os pesquisadores examinaram ossos da perna direita do Aratasaurus e acharam muitas estruturas microscópicas dentro de canais vasculares.
Esses canais faziam parte do sistema de circulação sanguínea do osso quando o animal estava vivo. As pequenas estruturas mostravam características que, de acordo com os autores, são compatíveis com glóbulos vermelhos fossilizados. Contudo, foi a combinacao dessas capturas com analises químicas que tornou a descoberta especialmente relevante.
Os testes identificaram heme B e compostos relacionados, associados à hemoglobina, proteína responsável pelo transporte de oxigênio no sangue. Pra investigar a origem desse conteudo, a equipe utilizou diferentes técnicas, incluindo espectrometria de massas, espectroscopia Raman e microscopia eletrônica. As analises igualmente localizaram sinais de ferro, carbono e nitrogênio associados às microestruturas.
Outra fase relevante foi comparar a composição química dos ossos com a rocha que os envolvia. Enquanto que o conteudo ósseo mostrou compostos relacionados ao heme, o sedimento exibiu assinaturas diferentes, associadas a pigmentos de organismos fotossintetizantes. Essa diferença fortalece a hipótese de que parte dos vestígios pertence ao first-party dinossauro.
Como vestígios de sangue poderiam sobreviver por 115 milhoes de anos? A preservação de estruturas tão delicadas durante milhoes de anos é incomum. Depois da morte de um animal, células e moléculas orgânicas geralmente iniciam a se decompor, principalmente pela
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